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 Estou em Brasília, e isso me inspirou a voltar a escrever por aqui. Por dois motivos: primeiro, senti que essa tarefa é bastante proveitosa para a minha atual ocupação, já que necessariamente terei de utilizar, e ampliar, o meu vocabulário. Segundo, é uma forma de manter interessados atualizados sobre minha experiência na capital federal.
Nessas poucas semanas que passei no cerrado, muitas coisa já me chamaram a atenção – nada mais do que o fato dos brasilienses não costumarem responder cumprimentos de desconhecidos, como um “Bom Dia” casual no elevador) – e, creio, merecem ser contadas por aqui.
Mais uma vez retorno ao “blogworld”.
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LD
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19h29
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O motor do crescimento

Esse texto foi uma resposta ao artigo do Antonio Delphim Netto, publicado na ed. 438 da revista caros amigos. Para ler o texto da revista, clique AQUI
Acredito que as imensas barreiras que o maior parte da população enfrenta para ter acesso à cultura é um problema muito mais significativo do que as dores de cabeça dos "produtores de conhecimento" da nossa nação. Vivemos num país onde, diferente de boa parte dos país ditos desenvolvidos, quase a totalidade do dinheiro alocado em pesquisa se dá via investimento público, totalmente ou parcialmente, dentro das universidades ou dos centros de pesquisas estatais. A meu ver, o fato do povo brasileiro pagar a conta, deveria ser justificativa suficiente para a população ter acesso livre à essa produção, o que nem de longe é verdade. Três fatos, encabeçando uma lista de muitos outros, justificam isso: 1- A qualidade lastimável da educação e o parco estímulo a intelectualidade que o país do BBB oferece; 2- A completa negligencia aos interesses da população por parte dos pesquisadores, e por conseguinte dos financiadores, ferindo assim um preceito constitucional; 3- O direcionamento de boa parte da produção científico-cultural aos interesses de mercado, transformando assim um investimento público em uma forma de retorno, exclusivamente, pessoal, o que, no mínimo, é uma completa falta de respeito ao povo deste país. Desrespeitar a propriedade intelectual, no que diz respeito aos "iluminados" pesquisadores, no nosso país é um dos menores problemas para o nosso crescimento (mirem-se no exemplo da venezuela, que no gráfico mostrado ocupa a 50ª posição e teve um crescimento de dois dígitos no ano de 2006). A falta de interesse público, respeitando a ambiguidade do termo, em educar a população, educação essa que vai além da enxurrada de informações diárias e a formalidade das cátedras escolares, com o devido respeito à sua importancia, bem como em disponibilizar o conhecimento e a produção cultural à todos, independente da condição econômica, credo, cor, gênero e, principalmente, influência social, é um mal que, arriscaria dizer, está entre os primeiros fatores que explicam o baixo crescimento do Brasil. O estimado Antonio Delphim Netto lista o "desrespeito à propriedade intelectual" como uma das muitas causas do nosso baixo crescimento. Concordo, não que deva ser respeitado apenas a "mente iluminada" do pesquisador, mas também o seu maior, muitas vezes único, financiador: O povo brasileiro.
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LD
às
19h03
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onde iremos parar?

Este fim de semana foi publicado na internet a notícia de um acontecimento brutal, mesmo para os padrões hollywoodianos de hoje em dia. Um garoto, de apenas 08 anos de idade, matou a pauladas, degolou e – há quem diga – até teria estuprado um colega, se é que podemos chamar assim, de apenas 03 anos de idade. Segundo o próprio autor do crime, o motivo que levou a tal atitude foi o fato dele “não gostar do menino”. Houve, inclusive, segundo as notícias da internet, a tentativa de incriminação de mais dois garotos, feita pelo ator da barbárie, mostrando a astúcia e perversidade, creio eu, nunca antes imaginada passar na cabeça de um garoto de, repito, 08 anos de idade.
Pois bem, apesar do caráter estarrecedor da notícia, que, creio que todos concordam, choca e se destaca entre os inúmeros crimes que são noticiados diariamente, e os que não são também, ainda há quem tenha a capacidade de diminuir o impacto da situação, conseguindo até fazer algumas piadas. Longe de bancar o crítico social, a situação de que falo ocorreu comigo mesmo, e alguns colegas de estágio hoje pela manhã. Uma de nossas companheiras falou sobre o caso durante uma conversa, chamando a atenção para o drama em questão. Após alguns segundos de estarrecimento, todos nós, e me incluo nisso, acabamos por tecer comentário, diria eu, humorísticos com a situação, tentando aliviar o clima pesado que se instalou. No momento seguinte à descontração, me peguei pensando o quão horrível era aquela situação, não a do assassinato, apesar de sê-la, mas a nossa capacidade de esquivar do absurdo a nossa frente, para, creio eu, conseguirmos digerir a situação.
Fiquei pensando sobre esta situação durante todo o dia e cheguei na seguinte conclusão. A situação da humanidade está em tal ponto crítico que nós estamos cada vez mais buscando alternativas para fugir, ou pelo menos nos cegar a tais barbaridades. Vivemos num país onde um menino que é arrastado por quilômetros a fio, ou outro que, aos 08 anos, faz a decapitação de um “colega” de 03, são esquecidos num piscar de olhos, que é o momento necessário para que estejamos de frente com mais alguma coisa aterradora. Fico pensando se, continuando a situação nesse passo, nos chocaremos com alguma coisa daqui a 10 anos. Sei lá, acho que se virmos alguém tentando ajudar um ceguinho a atravessar a rua será algo chocante.
A capacidade de indignação está por um fio, e, já disse nosso querido Paulo Freira, é essa capacidade que nos faz lutar por um mundo mais justo. Minhas palavras acima, evidentemente, são redigidas num momento de choque. Minha esperança é que estejamos chegando num momento de dizer basta à esta balburdia que é a humanidade, ou a sociedade como queiram. A bomba está armada, o estopim está acesso. Resta-nos escolher de que lado estaremos quando a explosão acontecer, se do lado dos opressores, ou dos oprimidos. No momento, lamento eu, mas parece que só nos resta a indignação e a capacidade de torná-la vetor de uma ação transformadora.
Ps.: A imagem infantil é proposital, uma pequena lembrança à infantilidade perdida, ou quem sabe nunca conhecida, do garoto de 08 anos.
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LD
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23h57
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Que país é esse...

Pessoas, vou publicar hoje o texto de uma amiga minha que é um tapa na cara de todo Brasileiro que acha que não tem nada a ver com o caos instalado no nosso país atualmente. É um longo texto, mas bem maior é a significância e a indignação da autora, que compartilho e espero que outros o façam também, e mais que isso, que se mexam e tranformem essa indignação em força e coragem de mudar.
DESABAFO Maio de 2006! PCC toma conta das ruas da maior cidade do país.São Paulo estava um caos.Ônibus incendiados, comércio fechado e pessoas aterrorizadas pelos bandidos. Assim foi meu retorno à minha terra... assim foi minha recepção. Como qualquer outro cidadão brasileiro naquela situação, senti medo de viver no Brasil...Andar nas ruas de São Paulo me amedrontava. Queria de volta aquela segurança que tive por 2 anos, aquelas leis que realmente funcionam, que saem do papel...Queria a organização, queria o respeito e a educação. Angustiada por muitas vezes eu fiquei e ainda estou. O que vejo e vivencio no Brasil não é a realidade que quero pra ninguém. Mas ao mesmo tempo em que penso em deixar a minha terra pra trás, sinto a NECESSIDADE e vontade de ficar e fazer essa situação mudar, de contribuir e mostrar que podemos SIM ser primeiro mundo. Basta querermos e lutarmos por isso! Parece clichê quando digo que se cada um fizer sua parte conseguiremos transformar nosso país, mas é esse clichê que me mantém forte diante dos meus ideais e diante da minha vontade de fazer as coisas acontecerem. Por um momento cheguei a pensar que tinha perdido minha identidade, que não valorizava mais o Brasil, mas de repente notei que aquilo era uma angústia presa e que se eu não a externasse eu iria realmente deixar tudo pra trás e dia-a-dia contribuir para a situação lastimável na qual tal nação se encontra. Junho de 2006... Chego à Natal e recebo uma ligação do meu pai, o qual mora em SP com minha mãe e irmão. Nossa casa tinha sido invadida por bandidos armados, os quais trancaram meu pai no banheiro e encheram o carro com tudo que puderam colocar dentro. Pra nossa sorte o carro foi encontrado, mas como fica a situação de uma família que trabalha dignamente o mês inteiro para possuir algo, e de repente alguém chega e leva tudo embora? Isso tudo ia me martelando... Que realidade quero pra mim? Que realidade quero pro meu país? Reiniciei a faculdade! Conheci pessoas novas, com uma visão de mundo parecida com a minha. Paguei uma disciplina chamada Ética, a qual me fez despertar um olhar ainda maior com relação a essa vontade de “transformar o mundo”. Mas o que seria Ética? Onde se inicia? Hoje vejo que a ética inicia-se em nós mesmos, em um simples “bom dia” ao porteiro do meu prédio, a um “obrigado” a um colega que me passou um caderno que veio do outro lado da sala. Aquilo que escutei na sala de aula junto com o que já tinha formado sobre ética não vi ser aplicado no departamento do meu curso. “Doutores” passam pelos alunos como se fossem superiores, como se os alunos não merecessem um cumprimento; agridem uns aos outros em reuniões que deveriam ser de “alto nível” e acabam sendo de baixíssiiiiiiiiiimo! São poucos os professores que vejo dar um “bom dia” ou “boa tarde” aos alunos que estão nos corredores se caso aqueles alunos não já tenham passado por suas salas de aula. O que custa cumprimentar o guarda da guarita, por exemplo? Fará cair sua língua? Onde está o papel de EDUCADOR? Será que se resume a ensinar que a contração muscular depende de actina e miosina e blá-blá-blá? A faculdade que precisamos para que haja mudança no Brasil é a faculdade do ensinar a pensar, ensinar a formar opinião, formar verdadeiros cidadãos. Não estou falando que isso só deva acontecer quando chegamos à faculdade, mas já que se chega à universidade assim, que tentemos mudar o quadro; deve acontecer dentro das próprias famílias, na formação de seres HUMANOS, antes que as crianças deixem seus lares pra conhecer o mundo lá fora. Infelizmente muitos de nós chegamos à universidade com uma idéia de aprender só o bê-á-bá e partimos carregados de conhecimento científico, mas transformados em “profissionais”, mas não verdadeiros cidadãos. Mas comecei falando em PCC, passei para universidade onde estudo, falei de mudança... Onde estou querendo chegar? Continuarei falando, na verdade, desabafando, sobre o que penso a respeito da situação do Brasil.
(continua...)
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LD
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21h48
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Ao mesmo tempo em que estudei Ética, aprendi sobre o SUS nas aulas de Saúde Pública. Cada vez mais angustiada eu ficava... Não conhecia a beleza daquele sistema. Como algo que parece tão perfeito na Constituição pode não funcionar bem? Falta de compromisso dos profissionais? Ignorância da população, que não sabe brigar por seus direitos? Prefiro não opinar AGORA, pois se caso fizesse, esse texto se estenderia por mais 10 páginas. Mas retorno à questão inicial... Por que o Brasil está assim? Durante o período, as reuniões do CA me faziam pensar ainda mais nessa situação e me traziam CERTEZA que NÓS podemos pegar uma gotinha d’água e derramá-la no mar e aquilo já iria fazer uma grande diferença. Férias chegaram! Dezembro de 2006... Traficantes tomam conta do RJ dois dias depois de eu partir do RJ pra SP e fazem a mesma coisa que o PCC havia feito em maio. A “cidade maravilhosa” está(va) sob o domínio dos bandidos. Aliás, sempre esteve, não é?! E os políticos, o que fazem? Aumentam seus salários e usufruem seus luxos enquanto a população morre assassinada pela fome e pelas balas perdidas. Mas aqueles bandidos só estão em Brasília porque nós os colocamos lá! Nós elegemos político que disse que ia “chegar à Brasília chiquérrimo!”... Mais uma vez eu pergunto: Ignorância do povo? Será que posso jogar a culpa só nos políticos ou devo assumir MINHA culpa também? Continuemos a história das minhas férias... 30 de dezembro: técnico de raio-X é espancado até desmaiar em shopping em SP. Mas em shopping? Quando falamos em shopping me vem à cabeça a idéia de segurança. E foi justamente isso... Os próprios seguranças do shopping espancaram MEU IRMÃO. Fratura exposta de mandíbula, lesão pulmonar, derrame ocular, vááááááááááários hematomas no corpo inteiro e um quadro psicológico COMPLETAMENTE alterado. Também pudera...Quem não ficaria abalado após ser espancado após uma simples discussão, ser xingando de “negro vagabundo” e “preto safado” e ainda acordar num hospital público com as calças servindo de travesseiro, algemado e com dois policiais do lado pro “bandido” não fugir???? Neguinho folgado? Um funcionário público do Estado de SP, que possui 3 empregos e ainda é universitário... neguinho vagabundo? Será mesmo vagabundo ou será que no Brasil trabalhador honesto é bandido e bandido é considerado autoridade? Será que a justiça brasileira já não devia ter mandado fechar essa empresa de segurança (na qual os covardes que agrediram meu irmão trabalham), uma vez que foi a mesma que MATOU um outro cidadão porque ele apenas chutou um cone num outro shopping?!?! Onde está o poder judiciário desse país? Vamos brincar de onde está Wally? Fevereiro de 2007... Esperança nós tínhamos de que esse ano iria ser “tudo nosso”! Melhores dias viriam... Mas essa esperança só durou até uma criança ser arrastada por várias ruas do RJ. Um anjo de 6 anos de idade! Será que quem fez isso eram pobres? Não tiveram educação? Vieram de famílias desestruturadas? Não! Não vieram! Daí eu volto à questão da ética e do respeito, que citei no início do texto... Quando passaremos a assumir a culpa do que está acontecendo no nosso país? Quando irei respeitar as pessoas com quem convivo? Quando irei mudar esse quadro, ou ao menos tentar? Será que fazer passeata a favor da paz e sair nas ruas vestindo branco irá resolver ou EU tenho que mudar pequenos atos em mim mesmo, antes de querer mudar o próximo? A ética começa em mim! Tudo isso aconteceu, mas o carnaval tava aí... o brasileiro realmente não perde a alegria de viver! Bom, precisamos ser otimistas e alegres mesmo! Fui a Touros com minha família. Entre uma conversa e outra surge um papo de que grandes lotes de terra de um município ali perto teria sido vendido a espanhóis, os quais construirão uma verdadeira CIDADE naquele lugar. Fiquei a pensar se aquilo seria um benefício pra nossa população. Sem dúvida gerará muitos empregos, mas será que poderemos usufruir daquele luxo todo a ser construído? Quando a população brasileira terá condições de usufruir daquilo? Será que os próprios brasileiros não podiam estar investindo em nossa terra? Será que era só eu que estava perdendo minha identidade ou o Brasil já está sem identidade, sendo entregue a estrangeiros? E esse é apenas um dos poucos exemplos que temos pelo país de que fontes de renda que podiam ser nossas, não estão sendo! Um outro fato que me entristeceu durante o carnaval foi o comentário feito por um amigo americano que veio passar o carnaval na Bahia. No meio da conversa, perguntei o que ele estava achando daquilo tudo. Ele respondeu que aquilo era uma loucura e que estava adorando as mulheres pegarem na bunda dele e as caipirinhas e capetas que estava tomando. Tentei mostrá-lo que o Brasil não era só aquilo... que o Carnaval fazia parte da cultura brasileira, mas que a nossa cultura não se resumia ao carnaval. Tentei mostrá-lo um outro lado do nosso país. Até agora não sei se fui feliz na minha tentativa, mas...Tentei! Você vai parar pra pensar no que vem acontecendo com o Brasil só quando seu filho for morto num tiroteio, sua mãe for seqüestrada e seu pai perder o emprego porque a empresa na qual ele trabalhava foi privatizada? (E vale salientar que isso tudo acontece todos os dias, mas só aquilo que vai pra TV é que toca o brasileiro). Para finalizar esse desabafo pergunto a vocês: Vamos deixar os gringos (com suas visões totalmente deturpadas sobre o nosso país), a violência, o desrespeito e o tráfico tomarem conta do nosso Brasil ou vamos ASSUMIR NOSSA IDENTIDADE? Respeito, Ética, identidade, compromisso social... PENSE NISSO! Quem sabe seus filhos poderão viver uma melhor realidade! Ingrid Guerra Acd. de Fisioterapia do 4º período da UFRN
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LD
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21h47
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A Fundação SOS Mata Atlântica, em seu site Florestas do Futuro acaba de lançar uma ferramenta que permite o internauta calcular o sua emissão anual de CO2, fazendo uma estimativa entre o meio de transporte que o cabra faz uso, seja ele carro, coletivo ou até avião, sendo possível fazer um cálculo dos 3 em conjunto. A ideia é que, numa estimativa, fiquemos sabendo o quanto de gás carbônico emitimos para a atmosfera anualmente e colocarmos a mão na consciência. Pra ajudar nesse momento de reflexão e auto-crítica, a própria ferramenta já diz quantas árvores você está já está devendo ao ambiente. Uma ferramenta um tanto útil para estimular os mais acomodados a dar uma forcinha pro nosso planeta. Funcional mesmo, esta ferramenta está sendo para empresas, grupo e atividades que produzem grandes quantidades de CO2 num tempo relativamente curto, quando comparado à um cidadão só. Pra citar um exemplo, a organização do carnaval de São Paulo, numa parceria com a própria Fundação SOS Mata Atlântica, irá plantar cerca de 1.500 árvores como forma de compensação pelas emissões de gás ocorridas durante os quatro dias de desfile. Resta agora as árvores que irão compensar o resto do ano de organização, construção de alegorias, gasto de papeis, produção de derivados de petróleo.... Sim, pra ir direto pra calculadora é só clicar AQUI
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LD
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23h38
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Emir Sader, em seu último artigo publicado pela revista Caros Amigos, fala do absurdo que está se tornando a industria da leitura (ou dos livros, como queiram). Nesse artigo, que infelizmente não está disponível (ainda) no site da revista, Sader fala d"A fusão de duas grandes editoras francesas - Hachette e Vivendi -, criando um monopólio sem precedentes na França, um país conhecido pela diversidade cultural,[que] fez com que a nova editora detenha 90 por cento de todos os dicionários em francês, 82 por cento dos livros escolares e pelo menos 52 por cento da totalidade dos livros de bolso - este o setor mais rentável do negócio editorial, representando 45 por cento de todas as edições comerciais."
Tais atitudes, como é sabido por todos, só estimulam a manutenção de preços abusivos e da publicação de títulos "comerciais e rentáveis". Ainda neste artigo, o Emir Sader fala do crescente interesse de grandes lojas de departamento na comercialização de artigos culturais, entre livros, CD's e DVD's, inclusive com alguns grupos já se interessando na edição e publicação de alguns títulos. Os livros vendidos nestes hipermercados variam entre os títulos culinários, de auto-ajuda e best-sellers. Este tipo de concorrência é de certa forma desleal com as livrarias, já que elas tem de variar seus títulos, acabando por ter queda de rendimentos e, por consequência, quebrando as menores.
No Brasil, o problema do auto preço dos livros é velho conhecido dos que gostam do esporte. Tive a oportunidade de participar de uma roda de conversa no último congresso da Abrasco, no RJ, onde a pauta era o preço dos títulos. Um dos argumento utilizado, além do baixo consumo, era o preço do papel, ou seja, as editoras, preocupadas em manter a qualidade do papel (exigência, segundo o argumentador, dos consumidores) não conseguem diminuir o preço. Me pergunto então, se o tipo e qualidade do papel é tão importante, por que na França, nos Estados Unidos e em outros paises com o índice de leitura anos-luz do brasileiro, a venda dos livros de bolso, tradicionalmente de menor qualidade, alguns inclusive feitos com papel jornal, ocupa o topo do rendimento nesse mercado? Se o papel é tão importante assim, por que o fenômeno dos e-books, livros digitais, está crescendo cada vez mais, com títulos que vão do clássico até a lista dos mais vendidos?
Pra finalizar, correndo o risco desse parágrafo ficar um pouco deslocado, quero falar um pouco sobre a dita democratização da leitura. Hoje, como citei anteriormente, existe um movimento crescente pela disponibilização de livros digitais. Infelizmente, na minha opinião, essa dita democratização atinge um público que teria mais condições de comprar livros do que a população mais pobre, acabando por se tornar uma chuva no lamaçal. Só que essa tormenta está sim atingindo o mercado editor, inclusive com tentativa de processos contra sites que disponibilizam os livros, com o argumento de pirataria. De toda forma, o fenômeno existe e está cada vez mais crescendo. Deixo aqui duas sugestões para os que se interessam em entrar na onda dos livros eletrônicos. O primeiro sítio é um oficial, do próprio governo federal, que disponibiliza digitalmente material que está já em Domínio Público, sendo esse o nome do sítio. O Segundo sítio é um pouco mais trangressor, digamos assim. É o Projeto Democratização da Leitura (PDL), que há algum tempo vem disponibilizando títulos que, ainda, não são de domínio público. Restrito à literatura, tem de tudo, desde "O código da Vinci e Harry Potter (todos)" até "Dom Quixote (com problemas no momento) e O manifesto comunista," passando por Paulo Freire e muitos outros. Vale muito a pena.
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LD
às
01h13
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O mais recente relatório do IPCC (Painel Intergovernamental para as Mudanças Climáticas, estabelecido pelas Nações Unidas e pela Organização Meteorológica Mundial em 1988) diz que a maioria do aquecimento observado durante os últimos 50 anos se deve muito provavelmente a um aumento do efeito de estufa, havendo evidência forte de que a maioria do aquecimento seja devido a atividades humanas.
No último verão europeu, ocorreram mais mortes do que já havia sido registrado por efeitos do calor, inclusive alguns indicadores meteorológicos mostram que a temperatura registrada no ano de 2004 só foi semelhante ao período mais quente da idade média (como eles medem isso?). Se analizarmos que as temperaturas registradas esse verão são as maiores do século (período de 100 anos, e não só o XXI), fazendo uma regra de 3 simples, estamos no momento mais quente dos últimos 2000 e muitos anos (em todos os sentidos, gerras, BBB's,... voltemos ao assunto).
Mas uma coisa que mais me chama a atenção é: SÓ NOTAMOS ISSO AGORA????? Há anos que vamos cozinhando, e nada de banho maria. E eu ainda vejo neguinho fazendo mais e mais pra degradação, achando palhaçada quem se preocupa em economizar água, reciclar lixo e andar de bicicleta (verdinho o caralho, ou a gente faz isso ou a gente se fode, entendem assim???). Um colega meu observou sabiamente que nesse verão, qualquer papo inicia com o aquecimento global: "Ei, tá calor né? e o empate do flamengo?"; "ei, que calor é esse eim? tu viu o PCC essa semana, barbaridade né?" e a gente não se toca.... ACORDA MEU POVO!!!!
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LD
às
18h06
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Eficiente sim!!

Estive lendo hoje o Blog da Soninha e vi o post do dia 23/11 em que ela fala das surpresas que teve quando foi tirar o RG de sua filha mais nova. Nessa última segunda-feira tive a boa surpresa de receber uma proposta de emprego temporário e fui pego desprevinido por ainda não ter a carteira de trabalho, documento necessário para a contratação (por incrível que pareça), e eu teria até hoje para providenciar. Apesar da bravata que lancei para a minha contratante ("não se preocupe, eu consigo!!") fiquei muito angustiado, principalmente quando a mesma disse que achava difícil, pois tinha informações de que eram necessários 15 dias. No mesmo dia corri para a Delegacia do Trabalho aqui de Natal e, quando cheguei, o expediente externo já havia encerrado (das 08:00 às 14:00). Fui no dia seguinte logo no início do horário (encontrei o local lotado, mas a grande maioria para resolver questões sobre seguro desemprego, que é assunto para um próximo comentário) consegui ser atendido rapidamente (inclusive fiquei os 10 minutos de espera sentado no ar condicionado) e, com toda presteza, o atendente tentou agilizar o máximo a confecção do meu documento, mas como havia tido um problema no sistema (ah o sistema, sempre ele) não foi possível me entregar o documento no mesmo dia. Tive de esperar ansiosamente por um posicionamento da Delegacia, já que eu tinha um prazo inadiável. Na tarde do dia seguinte, ontem, entrei em contato com o atendimento da Delegacia e, para minha surpresa, fui informado que desde o dia anterior minha documentação estava pronta e que eu poderia pegá-la, acreditem, sem a necessidade de passar por mais nenhuma fila, o que ocorreu sem maiores contratempos.
O que quero com esse meu relato, inspirado por uma experiência semelhante em São Paulo, é mostrar que existem sim muitos serviços públicos que funcionam sem dever em nada para os mais ágeis serviços privados. Ainda há sim muito o que mudar, mas exemplos como esse, e muitos outros que existem por ai, devem ser exaltados, coisa que é rara, principalmente quando falamos da mídia.
Escrito por
LD
às
17h01
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E agora José?
Estou eu aqui novamente tentando entender o mundo ao meu redor. Passada a euforia (de alguns) da derrota do PSDB (isso mesmo, pra mim a vitória de Lula deve ser encara com cautela), temos que encarar a realidade de mais 4 anos de governo Lula. Mas afinal, o que nos espera daqui pra frente? Confeso ter tido sempre uma esperança de que, após a re-eleição, o governo mudasse o foco conciliatório que foi a bandeira do primeiro mandato e realmente voltasse os esforços para o social. É evidente que houveram grandes melhorias na questão social de nosso pais, mais que qualquer outro governo do período da redemocratização, mas as negociações e acordos econômicos, os giagantescos indices de lucros dos grandes bancos, enfim, muitas ações governamentais tentaram foram a favor da dita elite, principalmente a classe AAA. Todos sabemos que as resistências dessa classe à re-eleição do Lula eram mais ideológicas do que uma análise do governo anterior (sempre há a possibilidade de mudança na condução desse país, inclusive, ingenuamente talvez, ainda me prendo a ela). Agradar gregos e troianos nunca foi uma estratégia boa de governo. Lendo algumas reportagens pela internet, e relembrando as declarações do nosso presidente no dia da eleição, vejo uma grande vontade de se conciliar com a mídia. Inclusive, pelo que eu li, ele está se propondo a contratar uma espécie de acessoria de mídia, para poder ter uma relação, digamos, mais amigável com "a elite da mídia" (sic Folha.com.br). Não sei dizer até onde é especulação da mídia ou é palavra do Lula em toda essa questão, mas só as suas declarações após o resultado das urnas me deixa um pouco de cabelo em pé. Afinal, quais as suas perspectivas em relação ao novo governo? Será mesmo que, como dizem alguns, estamos criando os alicerces para uma real mudança voltada para o social, ou é apenas vaselina?
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LD
às
21h08
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Imprudência

Há alguns dias acompanhamos a tragédia que aconteceu na região amazônica com a queda do Boing 757-800 da GOL, que acabou findando com a vida de 155 pessoas. Desde o ocorrido que muitas especulações foram feitas e hipóteses criadas para tentar explicar o acidente. Até o momento, o que mais chamava a atenção era o sofrimento dos familiares e a violência do acidente (destroços podem ser encontrados num raio de 20Km), e também um suposto descaso ou frieza no tratamento das agências responsáveis para com o familiares, ocasionando até o surgimento de um abaixo assinado contra a ANAC. Mas o que mais me impressionou nessa história toda foi a notícia que lí hoje, com a comprovação (pelo menos é o que falam as agências de notícias) da imprudência dos pilotos do jato Legacy, envolvido no acidente. Pelo que está sendo posto, os pilotos desligaram o trasponder da nave, equipamento essencial para o funcionamento do sistema anti-colisão, e estavam voando numa altura inadequada (o site da Folha.com.br tem um quadro bem didático sobre o assunto). Isso tudo me fez refletir o quanto de problemas nós temos por conta da imprudência, falta de atenção, irresponsabilidade de outros. Acidentes de trânsito pipocam todos os dias nas estatísticas, negligências no sistema de saúde (público e privado sim!!), uso de armas de fogo (nos EUA outro maluco entrou atirando em estudantes de novo, até quando esse mesmo tipo de crime vai continuar acontecendo sem que ninguem faça nada? e as lojas de departamento continuam vendendo munição à 0,07U$ a unidade). Algum cineasta deveria tentar conversar com as famílias desse acidente e fazer um filme, não hollywoodiano, mas sim dando bastante ênfase à imprudencia dos pilotos e o que eles acabaram fazendo.
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LD
às
09h39
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Eleições...

"Eu tô de saco cheio desses debates fajutos, como o que acabou de acontecer. Precisamos de discussões mais apaixonantes, empolgantes, paudurescentes." (Lobão, VMB06, pós-debate da Rede Globo)
Acho que o Lobão conseguiu expressar bem a angústia que grande parte da população passou essa semana ao assistir os debates ridículos, regionais e nacional, que aconteceram. Pobres em conteúdos, ricos em troca de acusações e falatórios. Quando assuntos importantes eram abordados, muita encheção de linguiça. Esses dias fiquei me questionando onde seria o local que a população teria acesso à informações concretas e úteis sobre os seus candidatos. Horário eleitoral? piada né? Programas de governo? Os que eu vi eram praticamente pré-moldados, salvo algumas particularidades de cada um, nada de muito novo. Fica mais uma vez a certeza de termos que acompanhar de perto a vida política de nossos candidatos durante os 4 ou 6 anos de suas gestões, bem como ficar de anteninhas ligadas para os acontecimentos importantes. Seria absurdo querer que tivessemos capacidade, saco e tempo de estar de olho em toda a movimentação política brasileira, mas se ao menos prestassemos atenção naqueles que depositamos nosso voto de confiança, já seria um ótimo começo.
No mais, desejo sorte (isso mesmo, sorte, por que coerência é quase uma utopia) nessa nova eleição, e que Deus nos abençõe (não encontrei outra expressão que chegasse perto do otimismo necessário para essa situação!)
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LD
às
15h33
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Eu fui desse tempo...

Galera, por preguiça e por ter gostado mesmo desse texto, vou colocar aqui o último post que li no blog da Soninha, vereadora de São Paulo e ex-VJ da MTV, e que também saca muito de futebol. Pois bem, o texto me fez relembrar de meu 1º grau menor e como era árdua a vida pré-Google (ou seria Cade?). Só uma coisa, alguem pode me dizer o que é ALMAÇO?
Ps.: Quem colecionou as figurinhas do PLOC Monster???
Almaço, decalque e canetinha “Pai, não é só aqui em casa que está com problema, meus colegas também ficaram sem internet e não puderam fazer o trabalho da escola”. “Não puderam fazer o trabalho?”, disse o pai, bronqueando meio de brincadeira. No meu tempo, a gente pesquisava na enciclopédia, ia até a papelaria, comprava um decalque e ilustrava o trabalho no papel almaço!”. Pois é, no nosso tempo copiava-se muito trabalho de enciclopédia... Quem podia imaginar que um dia a expressão “copy/paste” seria de uso corrente por crianças de 8 ou 9 anos? Que computador seria objeto portátil e acessível por uns pirralhos que fazem suas próprias comunidades no Orkut? Naquela época, copiava-se à mão, com atenção e critério ou sem. Quando a cópia vinha em letra bonita demais, a professora estrilava: “Não tem mão-de-gato aí não?”. Eu lembro também de trabalhos apresentados na forma de lindos cartazes em cartolina, às vezes feitos assumidamente a quatro mãos: “Minha mãe me ajudou”. A minha também se prontificava a ajudar aqui e ali, mas a gente acabava discutindo tanto – eu era crica, não gostava muito de ajuda -- que no meio do trabalho ela perdia a paciência: “Então faz sozinha!”. Fazia sozinha, com muita atenção, muita criatividade e muito pouco jeito com as mãos. Meus trabalhos às vezes eram do tipo que “parece que a aluna almoçou e jantou em cima”, como dizia a incrivelmente elétrica D. Terezinha, ou D. Zinha, a professora de Artes. Com a mão suja de cola, eu acaba sujando o papel; desajeitada, entortava as beiradas e passava a mão suada pelas letras, borrando metade. (Vai tentar apagar o borrão – piora muito). Cartolina, decalques, papel almaço... Das enciclopédias não tenho saudade, sou devota do santo Google, mas de fazer sujeira com cola e canetinha (como a gente gostava de usar hidrocor Silvapen!) eu tenho muita. *** Fui conferir se Silvapen era com "i" ou com "y", adivinhe onde? No Google, claro. E encontrei textos bárbaros sobre as ditas cujas. Pra falar só nos quatro primeiros resultados -- três são de blogs bem bacanas e um é de página da Seleções do Reader's Digest, reproduzindo um texto da TPM...
Sonia Francine Gaspar Marmo, a Soninha, 39, é vereadora de São Paulo pelo PT e também colunista da Folha de S.Paulo.
Escrito por
LD
às
15h28
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Uma fantasia velha de um carnaval qualquer

Há alguns dias tive minha primeira vez nas maiores cidades do meu pais, Rio e São Paulo. Um misto de ansiedade, foram anos e anos de histórias, fatos e fotos; medo, já que, ultimamente, favelas, assaltos e ônibus queimados são rotina nas agencias de notícias; e excitação. Muitas belezas, muitas surpresas, enfim, muita coisa boa foram vistas, provadas e sentidas durante os dias que passei nesses titãs urbanos do Brasil, mas, infelizmente, o que me trouxe aqui foi o choque que tive em relação às pessoas. Pressa, falta de tempo. Aglomeração, 24 horas de pura agonia. Pessoas na rua e pessoas de rua. Alguns chamam a atenção, outros passam despercebidos. Alguns querem chamar a atenção, outros tentam mas não podem, sempre na dependência de um olhar que ultrapasse a máscara do conformismo. Caminhando pelos símbolos da cidade paulista me vi de frente com uma situação que até então se apresentava para mim através das impressões dos jornais ou das imagens televisivas, vi verdadeiros zumbis caminhando pelas calçadas, pessoas enlouquecidas dormindo nas escadarias, ao que parecia, apenas esperando um verdadeiro milagre ou o final definitivo desse sofrimento. Um fim definitivo não tenho intenção de conseguir, mas tenho claro que podemos trabalhar por esse milagre, na verdade uma situação bem palpável se não fosse a falta de empenho das lideranças e sociedade civil: JUSTIÇA SOCIAL. Seria muito tecer comentários sobre possibilidades de fazer, e, convenhamos, estamos cansados de saber o que fazer, por que fazer e como fazer, o que precisa é termos coragem, pararmos de olhar para os nossos umbigos e fazer apenas o correto, nada demais. E o início para essas ações é a indignação, isso mesmo, é pura e simplesmente se incomodar com as situação que, atualmente, fazem parte do nosso dia a dia. É ver homens, mulheres e crianças dormindo ao relento e se perguntar "o que eu faço pra que isso aconteça?". É ver milhares de pessoas sem acesso digno à saúde e pensar "qual meu dever para com essas pessoas?". É ver famílias inteiras sendo escravizadas e analisar "o que eu ganho com isso?""como eu contribuo para isso?". O homem só se move quando a situação em que ele se encontra começa a incomodar, física, mental ou socialmente. Ainda durante meu passeio aos arredores da estação da Luz, em São Paulo, num trecho conhecido mundialmente como "Cracolândia", vi duas menininhas, trajando vestido coloridos, com rendas e lantejoulas, com certeza uma fantasia velha de um carnaval qualquer de algum(a) criança abastada, sentadas numa calçada de um bordel, juntando suas coisinhas, entre trapos e alguns utensílios, cabelos emaranhandos, pedindo para poder comer. E me peguei pensando: "O QUE EU TENHO COM ISSO?"
Escrito por
LD
às
13h43
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Mais do mesmo
 
ENTREVISTA NO JORNAL NACIONAL COM OS CANDIDATOS À PRESIDÊNCIA
De 07 à 10/08 tivemos uma série de entrevistas no Jornal Nacional com os "principais" candidatos à Presidência da República onde foi bastante esplorado os pontos fracos de cada entrevistado. Além do candidato Cristovão Buarque, pouco foi falado dos projetos de governo de cada candidato para as próximas eleições. Escândalos foram citados, nada foi esclarecido, responsabilidades foram jogadas de um lado para outro e acabou que, na minha opinião, muito pouco foi acrescentado para auxiliar na escolha do nosso próximo presidente. Apesar desse picolé de chuchu (qualquer semelhança é mera coincidência), é interessante, para quem ainda não viu, assistir os videos e, ao menos, tentar analisar a postura de cada um diante das arapucas armadas pelos "Sandy & Júnior" do jornalismo brasileiro.
É só clicar nas figuras do início do tópico que vocês serão redirecionados para a página do Globo Media Center, onde estão disponíveis as entrevistas, gratuitamente e na íntegra.
Escrito por
LD
às
14h32
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